Mamografia: Entenda o BI-RADS de forma simples e direta

Por Diego Velázquez 5 Min Read
Mamografia: Entenda o BI-RADS de forma simples e direta com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explicando cada classificação com clareza.

Como destaca o médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, compreender a classificação BI-RADS na mamografia é um passo essencial para que a paciente interprete seu laudo com segurança e tranquilidade. Esse sistema foi desenvolvido justamente para padronizar a comunicação entre radiologistas e mastologistas, reduzindo dúvidas e orientando com precisão os próximos passos do cuidado.

Neste artigo, você encontrará um resumo prático de todas as categorias do BI-RADS e entenderá por que essa padronização é tão importante para a tomada de decisões médicas. O objetivo é oferecer uma visão clara e direta, capaz de transformar termos técnicos em informação útil para que você acompanhe sua saúde mamária com mais consciência e confiança.

Por que o sistema BI-RADS foi criado pela radiologia?

Antes da criação desse sistema, os laudos de mamografia eram redigidos de forma livre, o que frequentemente gerava interpretações subjetivas e, por vezes, confusas entre diferentes especialistas. O BI-RADS, sigla para Breast Imaging Reporting and Data System, surgiu justamente para resolver esse problema, estabelecendo um vocabulário padronizado e condutas universalmente reconhecidas.

Mamografia e BI-RADS na prática clínica, com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues trazendo uma abordagem simples e objetiva para facilitar a compreensão.
Mamografia e BI-RADS na prática clínica, com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues trazendo uma abordagem simples e objetiva para facilitar a compreensão.

Para Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, essa organização permite que o mastologista compreenda com precisão o nível de suspeita apontado pelo radiologista e qual deve ser o próximo passo, sem margem para dúvidas. Essa padronização também garante que uma paciente possa realizar o exame em uma cidade e dar continuidade ao tratamento em outra, mantendo a coerência do raciocínio clínico.

Qual é o significado resumido de cada categoria de 0 a 6?

Para facilitar a compreensão, o BI-RADS pode ser entendido em três grandes grupos. O primeiro reúne exames que precisam de avaliação complementar; o segundo engloba resultados normais ou benignos; e o terceiro inclui achados que exigem investigação tecidual. O BI-RADS 0 indica exame inconclusivo e necessidade de imagens adicionais. Já o BI-RADS 1, considerado normal, e o BI-RADS 2, benigno, representam resultados de rotina. 

O BI-RADS 3 situa-se na zona de vigilância de curto prazo, quando o médico opta por acompanhar a alteração por alguns meses antes de indicar qualquer procedimento invasivo. Nos níveis mais altos, a conduta se torna mais ativa. O doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues explica que as categorias BI-RADS 4 e BI-RADS 5 indicam necessidade de biópsia devido à presença de características suspeitas. Por fim, o BI-RADS 6 é utilizado exclusivamente para pacientes que já possuem diagnóstico de câncer confirmado por biópsia e realizam exames para monitorar a resposta ao tratamento ou planejar a cirurgia.

Como a comparação com exames anteriores influencia a classificação?

Um detalhe pouco conhecido é que a categoria BI-RADS pode mudar quando exames anteriores estão disponíveis para comparação. O médico especialista em diagnóstico por imagem Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues enfatiza que um nódulo inicialmente classificado como BI-RADS 3 por parecer novo pode ser reclassificado como BI-RADS 2 se o radiologista identificar, em exames antigos, que ele já estava presente e permaneceu estável ao longo do tempo.

Entender o BI-RADS de forma simples permite que a paciente se torne parceira ativa do médico no cuidado com o próprio corpo. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues conclui que, quando a mulher compreende a lógica por trás de cada número, a adesão ao acompanhamento ou ao tratamento torna-se muito mais natural. O sistema não existe para gerar medo, mas para garantir que cada achado receba atenção proporcional ao seu risco real. Dessa forma, otimiza-se o cuidado e foca-se no que realmente salva vidas: a detecção precoce e precisa.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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