Um novo ciclone extratropical começou a se organizar entre o litoral do Uruguai e o Rio Grande do Sul no fim da tarde e no início da noite de terça-feira, 29 de setembro de 2026. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o sistema deve ganhar força entre quarta-feira (30) e quinta-feira (1º de outubro), contribuindo para o avanço de uma frente fria sobre áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste.
A atuação do sistema deve aumentar a instabilidade atmosférica em diversas regiões do país. A previsão indica chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo em pontos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O cenário combina a circulação do ciclone com o deslocamento da frente fria pelo interior do Brasil.
Ciclone deve se intensificar no Centro-Sul
Segundo o INMET, o ciclone extratropical pode atingir pressão central de 982 hPa durante a fase de intensificação. Embora o sistema se afaste progressivamente do litoral brasileiro, sua presença favorece a formação e o deslocamento da frente fria, mantendo o tempo instável em parte do Centro-Sul.
A previsão também aponta acumulados superiores a 50 milímetros em 24 horas em áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Esses volumes podem ocorrer acompanhados de descargas elétricas, vento forte e granizo, especialmente nas áreas sob influência direta das tempestades.
Em 29 de setembro, o INMET mantinha alerta laranja para tempestades em uma faixa que se estendia do sudoeste de Mato Grosso do Sul ao centro-sul do Rio Grande do Sul. Conforme a Agência Brasil, o alerta incluía a possibilidade de grandes volumes de chuva, ventos de até 100 km/h e queda de granizo.
Frente fria muda as temperaturas
O avanço da frente fria deve provocar uma mudança expressiva nas condições do tempo. Enquanto partes do Centro-Oeste e do Sudeste ainda enfrentam calor intenso e baixa umidade, a chegada da instabilidade tende a provocar chuva e queda nos termômetros.
Em São Paulo, o INMET prevê temperatura máxima de 20°C na quinta-feira, 1º de outubro, após a chegada do sistema. A redução ocorre em meio à transição entre o calor predominante no fim de setembro e a entrada do ar mais frio associado à frente fria.
Também existe possibilidade de geada em pontos das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina no início de outubro. A ocorrência, no entanto, depende das condições locais de temperatura, umidade e altitude, com maior potencial nas áreas serranas dos dois estados.
Calor e tempestades ocorrem ao mesmo tempo
A passagem do ciclone não elimina imediatamente o calor em todo o país. A Agência Brasil informou que o INMET também havia emitido alerta para onda de calor em oito estados. Com isso, diferentes condições meteorológicas podem ser observadas simultaneamente: calor e baixa umidade em algumas áreas, tempestades no Centro-Sul e chuva persistente no oeste da Amazônia.
Esse contraste ocorre porque a frente fria avança de forma desigual pelo território brasileiro. Nas áreas onde o sistema encontra ar quente e úmido, a atmosfera fica mais favorável à formação de nuvens carregadas e tempestades. Em outras localidades, a mudança ainda pode demorar, mantendo temperaturas elevadas antes da chegada da instabilidade.
O período de maior atenção está concentrado entre 30 de setembro e 1º de outubro, quando o ciclone deve atingir sua fase de intensificação e a frente fria avançar por áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste. A evolução dos alertas e das condições locais deve ser acompanhada nas atualizações oficiais do INMET.